Acontece

Carta de apresentação

por Marcos
Publicado: 16/09/2019 - 09:09
Última modificação: 17/01/2020 - 10:56

PROGRAMA COLETIVO PARA A DIREÇÃO DO IFILO     2020-2023

Prezad@s Membros da Comunidade IFILO,

Acreditando que todo Programa para qualquer cargo administrativo, no caso a Direção do IFILO, mereça, em primeiro lugar, uma carta de apresentação e, subsequentemente, uma intenção de trabalho, faço esse documento apresentando-me enquanto professora/servidora do IFILO-UFU a tod@s que pertencem à comunidade IFILO para posteriormente elencar os objetivos, que são coletivos, nesta candidatura.

Sou professora desta unidade fará 11 anos ao fim deste mês de setembro. Foi neste espaço IFILO, antes DEFIL, que vi o crescimento acadêmico, individual e coletivo, cada membro (docente, técnico e discente); vi desafios superados e um crescimento fantástico; assisti à transformação de um Departamento em Unidade acadêmica; assisti à superação de diversos desafios que criaram uma Pós-Graduação completa e consolidada; assisti a uma revista que se torna expoente nas publicações; vivencio o reconhecimento de cada profissional e da Unidade IFILO-UFU como símbolo de qualidade no meio acadêmico da Filosofia, nacional e internacional. Neste espaço, vi e trabalhei junto aos demais membros, docentes e técnicos, bem como muitos discentes, na manutenção, e constante crescimento de uma Graduação que se faz ver pelo país afora.

Nesse sentido, minha apresentação é a intenção de um trabalho que não apenas visa a à manutenção deste espaço acadêmico na sua qualidade e constante melhoria, mas, também, é a apresentação de quem crê que a boa administração se dá no sentido, mais filosófico do termo philia. São nos laços afetivos da boa convivência, do bom trabalho, do respeito às diferenças e individualidades que deixo aqui o programa, o qual sempre se dirige à coletividade desta nossa Unidade.

Faço saber, porém, que não é um Programa de intenções descontínuas. Por praticamente uma década, entre a chefia de um Departamento que pertencia a uma Unidade maior (DEFIL-FAFCS) e uma Direção de uma Unidade plena, houve alguém que, neste espaço de conhecimento, práticas docentes, extensão e pesquisa realizou o trabalho duro e democrático. Foram nas gestões do Prof. Alexandre Guimarães que nos tornamos o que somos hoje, uma Instituição reconhecida, respeitada, com qualidade física para executarmos nossos trabalhos, dentre tantas outras coisas a serem pontuadas. Donde meu trabalho, caso seja escolhida por esta comunidade, é o do contínuo fazer bem, o da manutenção das conquistas, o da superação dos desafios, o da philia constante.

Com certeza, há muitos desafios ainda a serem suplantados. Não escaparemos aos momentos de crises − numa alusão a Husserl, que é epistemológica, ética ou civilizacional −, mas, como a boa filosofia, que vige por mais de 2500 anos, não esmoreceremos e daremos a continuidade a um Programa que deu muito certo. É por esta razão que, com a licença do prof. Alexandre, mantenho o nome da candidatura que ele um dia apresentou a nós e, confiantes, acreditamos e vimos o quanto deu certo.

Desde já grata a Tod@s

Georgia Amitrano

 

Apresentação

A elaboração desta proposta, que é coletiva e que se mantém no contínuo da proposta anterior, Todos pelo IFILO, objetiva, dentre vários objetivos específicos, manter nossa consolidação Institucional, garantindo as conquistas e lutando, numa constante, para a melhoria, o crescimento de nossa comunidade. É importante salientar que nossas estruturas estão consolidadas no IFILO, em especial nossa Graduação, sempre muito bem avaliada por organismos públicos e privados, e a nossa Revista, muito bem-conceituada. Nossa Pós-Graduação − hoje com nota 4 na CAPES, e que inicia seu Doutorado − é reconhecida em todos espaços acadêmicos. Sendo assim, a manutenção desta consolidação é o nosso foco. Por tais razões, o sentido dessa consolidação passa pela manutenção do que já temos, sem nunca perder o foco da melhoria constante, do aperfeiçoamento, daquilo que nos faz reconhecidos, a nossa qualidade e o nosso empenho. Como sempre, na esfera acadêmica e, em especial a filosófica, temos de vencer muitas batalhas, continuar a derrubar as barreiras políticas, que surgem do nosso espaço geográfico, mas que, como vimos nesses dez anos, fomos capazes de romper diversas delas, e, assim, devemos continuar. É nesse sentido que ampliar a divulgação de nossa revista deve ser meta. Devemos também ter como foco continuar a levar pelo País o caráter profundamente formador do currículo da nossa Graduação e do grau de internacionalização de nossa Revista. A comunicação não é um desafio que possamos entender como superado, pois é uma constante na nossa meta.

A nossa Pós − uma luta travada bem antes de eu chegar aqui – é um foco crucial, o qual não podemos perder de vista. Somos pesquisadores com um programa reconhecido, com um trabalho bem feito. Hoje temos um Doutorado, estamos consolidados como Programa e como pesquisadores; entretanto, a nossa meta deve ser sempre a nota 7, o que implica muito menos a nota recebida diante das questões políticas que enfrentamos; mas, antes, a realização em ato daquilo que temos em potência, a melhoria e ampliação de nossas publicações, a manutenção e qualidade de nossos eventos, nossa constante e eficaz internacionalização. Como sempre nos foi possível observar, a dimensão política e de comunicação é ainda mais decisiva, em especial em momentos de crise, visto que o grau de controle, de centralização e de personalismo político é muito maior nesse âmbito. Devemos insistir na manutenção de nosso Plano de Pós-Doutorado do IFILO, qualificar e aperfeiçoar os professores, aumentar a produção bibliográfica e ampliar contatos internacionais. Em outras palavras, é necessário, ainda, manter as estratégias de ações sincronizadas por parte dos docentes, em que o desafio externo deve-se sobrepor às diferenças internas (dentro do espaço IFILO somos responsáveis, no melhor sentido da philia, por cada colega que por ventura esteja em dificuldade); a manutenção de uma cultura do estudo, que já se vislumbra nesses anos anteriores, deve ser um foco especial. Nossa ocupação coletiva deve ser principalmente com a Filosofia, relegando a segundo plano a burocracia e dissensos de convivência; ou seja, é necessário reforçar o que já estamos fazendo, cultivar um ambiente de tranquilidade, ou, como eu gosto de falar, de philia. Devemos manter a política de eventos, em especial a Semana de Filosofia e nossa Bienal (que já vai para a 2 Edição) e, por conseguinte, a manutenção e ampliação da internacionalização do IFILO, com planejamento e apoio institucional.

No que compete à nossa frente interna, cabe manter, o que já vem por nós sendo realizado, a dimensão da noção de interdisciplinaridade como própria da Filosofia, elencando-a, sempre, como assunto de Pesquisa e Pós-Graduação, e não de banalização e de panaceia para o ensino. Nesse sentido, no contínuo da gestão anterior, devemos ter na nossa pauta institucional do IFILO a consolidação do Centro de Estudos e Pesquisas Filosóficas e Interdisciplinares do IFILO e o projeto de criação do Instituto de Estudos Avançados da Universidade.

Nossa Extensão é foco crucial nas demandas que vemos no nosso cotidiano. Não apenas eventos, mas uma comunicação mais adequada, que em muito ainda precisamos superar, com a comunidade externa UFU, em especial, dentro da cidade de Uberlândia e região. O IFILO deve lutar por se tornar uma referência na UFU nesse sentido. Ademais, devemos ter a Extensão como um princípio norteador, não apenas por ser nossa função, mas, e talvez principalmente, em vista a preciosa fonte de divulgação do Curso de Filosofia que esta é capaz de nos dar. A Extensão pode ajudar-nos a despertar mais vocações filosóficas; aumentar o número de candidatos para a Graduação; consolidar o turno matutino, ainda pouco explorado por nós, e reforçar a formação dos professores do Ensino Médio.

Na gestão que termina, a luta pelo novo prédio de Biblioteca para as Humanidades foi um desafio que hoje toma forma nos projetos. Todavia, ainda não temos este espaço físico, e mesmo diante das agruras do momento em que vivemos, devemos ter este foco e essa luta como primordial. Afinal, uma Biblioteca é o nosso mais importante laboratório, especialmente para discentes de graduação e pós, muitas vezes impossibilitados de adquirir material para a realização de seus estudos. Nós, professores/pesquisadores também fazemos uso do espaço e desse vasto material, o que nos diferencia no mundo acadêmico das universidades. Uma grande universidade certamente terá uma biblioteca excepcional e, em muitos casos, várias bibliotecas setoriais de excelência.

Por fim, mantendo, o princípio que norteou a gestão dos últimos dez anos (anos de consolidação, ampliação, reconhecimento, dentre tantas características positivas), é fundamental recordarmos o que é ser um Diretor no IFILO/UFU, este deve ser, como o foi, um primus inter pares. Em outras palavras, a Diretoria deve ser sempre democrática, republicana e colegiada; o Diretor deve ser o principal servidor do IFILO; a Diretoria deve ser instrumento da realização dos objetivos do IFILO, haja vista o fato do ônus da dimensão coletiva e democrática implicar a responsabilidade de todos.

O exercício democrático da qualquer gestão, além de ser um princípio ético e político, é também um princípio de eficiência. Dada a estruturação da universidade na forma colegiada, toda vez que a administração não seguir a metodologia da democracia e da ampla participação, precipitará a unidade numa crise. Razão pela qual é muito importante que todos ou a maior parte dos integrantes do Instituto sintam-se partícipes das decisões tomadas e sejam por elas contemplados. Nesse sentido, a consolidação, o crescimento e o reconhecimento do papel do IFILO no cenário nacional e internacional dependem do convencimento e da adesão do CONIFILO, da ASSIFILO e da Comunidade do IFILO a este projeto e aos ideais do Grupo Todos pelo IFILO, uma continuidade democrática e coletiva. Para tanto, devemos reunir a Assembleia e o Conselho conjuntamente uma vez por semestre, para planejamento e organização de suas atividades, para a discussão dos grandes temas e para o estabelecimento da estratégia global do IFILO. Temos de transformar o Plano de Gestão em Plano de Desenvolvimento e Expansão e em outros documentos de planejamento do IFILO. E, principalmente, temos de comprometer a comunidade do IFILO com a execução deste Plano. Temos de ter consciência de que a gestão é tarefa de todos e o seu sucesso virá da manutenção de uma ideia, a qual nos liga faz uma década, o TODOS PELO IFILO.

Há um programa maior de intenções que foi entregue à Comissão Eleitoral por ocasião de minha inscrição.